A EDUCAÇÃO CONTINUADA DO CATALOGADOR: O CASO DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA

CATARINA

Ana Maria Pereira

Renata Rodrigues

Resumo

Apresenta os resultados da pesquisa feita para verificar as formas usadas pelos catalogadores das bibliotecas universitárias da Universidade do Estado de Santa Catarina, Brasil, para continuar sua educação profissional, comparando sua práticas com aquelas relatadas na literatura da área.

Palavras-chave: Catalogação; Educação Continuada; Catalogação – Rede UDESC; Catalogação automatizada – UDESC

1 INTRODUÇÃO

Os cursos de Biblioteconomia voltam suas atenções à
formação do profissional de maneira abrangente, tendo como
objetivo a ação política, social, econômica e cultural do mesmo,
possibilitando sua integração com a sociedade tecnológica
transformando-o assim, de sujeito passivo a agente de
mudanças, aberto à integração e ao trabalho interdisciplinar.

Desde a antiguidade, a catalogação utiliza-se das
tecnologias dos suportes de informação disponíveis – dos
tabletes de argila ao CD-ROM - no desenvolvimento dos
processos de representação documentária como instrumento
para a recuperação e disseminação com rapidez e eficácia das
informações. Os catalogadores sempre tiveram, como
preocupação, a viabilização de um processo de catalogação que
permitisse o compartilhamento de recursos e a possibilidade de
uma catalogação única como forma de agilizar o trabalho de
armazenamento, disseminação, recuperação e atendimento ao
usuário.

Segundo Mey (1987, p. 3), a catalogação de um modo
geral tem sido definida como:
Um processo de decisão multidimensional que
através de uma estrutura sucinta e padronizada
de Dados e Informação sobre um item
informacional ou documentário, tem como
objetivo tornar o documento único e ao mesmo
tempo multidimensionar suas possibilidades de
recuperação e uso.
Para a Autora, a catalogação tem como objetivo,
Vincular mensagens contidas nos itens existentes ou
passíveis de inclusão em um ou vários acervos, de
forma a permitir interseção entre as mensagens
contidas nos itens e as mensagens internas dos
usuários.
A catalogação deve, ainda, permitir que feita a escolha do
item, o usuário seja capaz de localizá-lo no acervo. Por fim o
catalogador tem a função de possibilitar ao usuário expressar sua
mensagem interna.

Para o cumprimento de suas funções, a catalogação deve
possuir as seguintes características: integridade (fidelidade,
honestidade na representação), clareza (compreensível aos
usuários), precisão (cada informação só pode representar um
único dado ou conceito, sem dar margem a confusão entre
informações), lógica, consistência (a mesma solução deve ser
sempre usada para informações semelhantes).

Quinze anos após essas afirmações, verifica-se ainda sua
atualidade e importância no mundo globalizado, tecnológico e
informacional. A catalogação é percebida como área da
Biblioteconomia que trabalha com o intercâmbio de informações
unindo os processos de saber e fazer, inovando, produzindo e
adequando-se às formas de representação documentária e às
novas necessidades de nossa sociedade.

Esta pesquisa, ao abordar a educação continuada do
catalogador, volta sua atenção para os catalogadores da
Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, com o
objetivo principal de delinear o perfil do catalogador como o
profissional que tem a tarefa de transmitir e mediar o processo
contínuo da catalogação, e que este seja um profissional
competente tanto em conhecimentos, como em técnicas, sempre
se atualizando através de atividades na sua área.

Como metodologia utilizada no desenvolvimento da
pesquisa, elaborou-se uma revisão de literatura sobre a
Educação continuada e sua importância para o profissional
catalogador. Por meio de questionários, foi possível delinear o
perfil do catalogador da UDESC, verificando seu nível de
atualização e sua atuação profissional, abrangendo suas
necessidades e qualificação.

2 EDUCAÇÃO CONTINUADA E EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: UMA REALIDADE

A educação é um componente fundamental na vida social
moderna, servindo como peça essencial de socialização. A
organização desse processo de socialização foi construída ao
longo de milênios, mas foi nos últimos três mil anos que ela foi
tomando forma de um processo educativo.

Segundo Garcia (apud NISKIER, 1999), a palavra
educação “tem sua origem nos verbos latinos educare
(alimentar, amamentar, criar), como significado de algo que se
dá a alguém, e educere, que expressa a idéia de conduzir para
fora, fazer sair, tirar de”, o que mostra o seu caráter polissêmico.

Desde a década de 50, a educação continuada vem
adquirindo conotações diferentes. Nessa época o seu objetivo
era “ajustar-se a um mundo novo em mutação”.

Na década de 60 a educação continuada transfere-se para
dentro das empresas, com o objetivo de possibilitar a contínua
atualização dos funcionários das mesmas.

A década de 70 caracteriza-se pela tomada de consciência
de que o homem educa-se a partir da realidade que o cerca e em
interação com os outros. Esse pensamento torna-se fundamental
e a partir da década de 80 a sociedade incorpora esta nova
consciência.

Na sociedade contemporânea, encontra-se diferentes
exemplos de educação continuada, ou como uma forma de
preencher as lacunas deixadas pelo sistema escolar, ou como
atividade fundamental para o desenvolvimento do indivíduo e da
sociedade.

Na conferência de Elsinor, realizada sob os auspícios da
UNESCO, (1929 apud NISKIER, 1999) e considerada a
primeira reunião mundial, a educação continuada foi enfocada
como educação de adultos, isto é, “um tipo de educação cursado
voluntariamente pelos adultos, com o objetivo de alcançar um
desenvolvimento pessoal e profissional”.

A educação em um contexto de formação, deve ser vista
como uma organização de valores, ou também como um
processo de construção de conhecimentos, formação de
habilidades técnicas e cognitivas. Assim, não deve ser tratada
como um adestramento ou o instrumento de capacitação do
indivíduo para a realização de determinada tarefa, mas sim
como parte essencial do processo de construção social em cada
indivíduo.

A educação continuada pode ser definida como:
educação permanente, educação recorrente, educação contínua,
educação continuada, formação continuada. Promover esse
crescimento profissional é tarefa da instituição em que o
indivíduo está ligado, mas é também tarefa individual. Esse
crescimento pode ser promovido pela educação continuada que
deve não somente ensinar o uso de novas tecnologias, mas num
contexto mais abrangente deve levar em conta as
potencialidades de cada indivíduo.

Para que a educação continuada tenha efeitos benéficos,
deve-se levar em conta a motivação, ou seja, deve haver uma
necessidade presente. As necessidades são geradas pela
velocidade das mudanças tecnológicas, pelas situações que
emergem das funções assumidas e a partir de questionamentos.
Já a motivação tem mais a ver com a filosofia que norteia as
decisões pessoais.

Não há dúvida que o ser humano precisa de contato,
comunicação, troca de idéias para o seu desenvolvimento
individual e profissional, fatores responsáveis pelas mudanças
em sua vida. A educação continuada desenvolve o indivíduo
para fazer melhor aquilo que faz, enfocando o “como fazer”,
preparando-o para atuar na realidade no momento e para o
futuro. Com certeza, capacitar o pessoal da instituição é
melhorar a qualidade dos serviços prestados à comunidade.

Assim, a educação continuada como geradora de
mudanças, insere-se num quadro político prospectivo em que
formação, segundo Goguelin (1970), “é idealmente participar do
futuro” a partir do presente, e assumir o risco, porque educar é
mudar de forma que pode implicar um deformar! Mas, o que se
deve considerar de vital importância é ter sempre presente que a
educação continuada não é apenas transmissão de
conhecimentos científicos, mas, também, de atitudes em relação
à utilização desses conhecimentos.

Não se pode ignorar, entretanto, que essa visão, não
marca apenas a educação continuada, mas todo o processo
pedagógico que deve deixar de ser livresco para se inserir na
vivência de crianças, adolescentes ou adultos.

Em centros de informação, como em diferentes
organizações, a questão do aprendizado contínuo, individual e
coletivo, apresenta-se ainda de forma incipiente, o que se deve
em parte à visão limitada sobre a necessidade de pensar a
instituição como um todo sistêmico e produtivo, independente
do lugar que cada indivíduo ocupe.

Para uma organização tornar-se competitiva e de
qualidade, não basta investir em tecnologia e em equipamentos
de última geração. O processo de definição de estratégias de
mudanças passa, necessariamente, pelo fator informação e
investimentos na qualificação de recursos humanos como
elementos essenciais ao desenvolvimento e crescimento
organizacional.

No Brasil, a educação continuada, além dos fatores
especificamente educativos, muito tem contribuído para o
incremento de uma política de extensão do ensino e campanhas
em favor da educação contínua de adultos, tendo em vista a
posição e o prestígio do país no plano internacional.

A educação continuada, inicialmente, partia da educação
popular, pois a educação elementar estabelecida nas escolas
noturnas durante muito tempo, foi a única forma de educação de
adultos exercida no país.

No binômio “desenvolvimento e educação”, vale
considerar sumariamente o significado de cada um, sem contudo
ter-se a pretensão de defini-los ou conceituá-los.

O desenvolvimento implica em um conjunto de mudanças,
que representam as transformações sofridas num determinado
momento dentro de um contexto específico. O que provoca um
processo de mudança social, cumulativo, diferenciado e
integrado, fruto de uma educação contínua do indivíduo.

A autodeterminação educativa ou autodidaxia, tem por
finalidade permitir ao homem o “fazer-se” de acordo com a
realidade concreta, levando em consideração os fatores
intervenientes do processo de desenvolvimento individual e
social.

Segundo Furter (apud NISKIER, 1999), “oferecer ao
homem as possibilidades e os instrumentos que lhe permitem ser
culto, se quiser. A educação pode ser, pois, definida como uma
metodologia: a aprendizagem de aprender”.

Em suma, compreende-se que a educação continuada não
pode ser reduzida a uma simples educação “extra-escolar”, nem
“complementar”, nem “de adultos”, nem “prolongada”, nem
tampouco “elitista”, porque, de acordo com o autor, todas estas
interpretações só privilegiam uma parte do problema.

Lowe (1977 apud DESTRO 1995, p. 25), apresenta uma
definição mais ampla “[...] educação continuada é toda e
qualquer atividade que tem por objetivo provocar uma mudança
de atitudes e/ou comportamentos a partir da aquisição de novos
conhecimentos, conceitos e atitudes”.

A educação continuada possibilita ao ser humano ser
agente contínuo de desenvolvimento, como produtor,
consumidor/utilizador e criador/inovador, fazendo uso de seus
conhecimentos e criatividade que o processo de
ensino/aprendizagem lhe permite participar, de maneira crítica,
do contexto sócio-econômico-cultural que transforma o meio em
que está inserido.

Ampliou-se a noção de ensino, antes centrada somente
na precária sala de aula, para alternativas audaciosas,
representadas pela entrada em cena, a partir de 80, de satélites,
vídeos, microcomputadores e correio eletrônico, possibilitando,
a partir daí, a interação entre o real e o virtual.

As grandes transformações econômicas e políticas, que
ocorreram no final do século passado, como a industrialização e
o capitalismo, trouxeram modificações sócio-culturais
abrangentes e profundas, responsáveis pelas mudanças em nossa
sociedade.

Nessa perspectiva, o investimento em formação humana
e profissional torna-se necessário e vai muito além do ensino
formal e das universidades. As empresas estão tornando-se cada
vez mais exigentes fazendo com que a qualificação constitua-se
importante referencial à contratação. Essa preocupação vai
aumentando na medida em que as sociedades vão se
modernizando. Tais questões possibilitam diferentes estudos e
pesquisas na área de administração e de recursos humanos, para
um trabalho e aprendizado contínuo que atendam as
necessidades das organizações e pessoais, nos setores
industriais, de serviços, comercial, cultural, público, privado ou
de informação.

É nesse contexto que o fenômeno da educação
continuada e a educação a distância estão cada vez mais
possibilitando uma educação sem fronteiras, abrangendo, um
número maior de pessoas que anseiam em aprender a aprender.

Como já previa William Harper, (1886 apud LOBO
NETO, 1998).

Chegará o dia em que o volume da instrução
recebida por correspondência será maior do que o
transmitido nas aulas de nossas escolas e academias;
em que o número de estudantes por correspondência
ultrapassará o dos presencias.
A educação continuada à distância, possibilita uma
aprendizagem interativa e até mesmo confortável, devido ao uso
das tecnologias de informação e comunicação.

Dentre as características fundamentais do mundo
contemporâneo, destacam-se o volume de informações e a hipervelocidade
com que são veiculadas, acarretando transformações
profundas em todos os níveis do conhecimento humano.

Todos os profissionais precisam de atualização para estar
preparados às mudanças de cenários, mas segundo Cavalcante
(1998, p. 5),
[..]. nem todos precisam do mesmo treinamento,
nem demonstram níveis iguais de
aproveitamento. Cada um chega a uma sessão de
treinamento com diferentes capacidades
cognitivas, níveis de intelecto, etc. Os programas
de treinamento padronizados e inflexíveis não
surtem efeito quando impostos a esse contingente
de seres humanos diversos.

3 EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: OUTRA REALIDADE

Historicamente a educação à distância surgiu com a
intenção de oportunizar um ensino superior para aqueles que não
tivessem condições econômicas e/ou sociais de freqüentar
cursos regulares nas universidades.

E de acordo com Barroso (apud PAVÃO, 1998, P.2),
“pode ser citada como fator de crescimento para o país, fator de
sobrevivência social, elemento de política social para a
transformação da sociedade”, tornando-se um requisito básico
para o crescimento profissional e contínuo.

Segundo Guaranys e Castro (1979, p.18 apud NUNES,
1994) no Brasil, desde a fundação do Instituto Rádio Monitor,
em 1939, e depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941,
várias experiências foram iniciadas e levadas a termo com
relativo sucesso. Entretanto, em nossa cultura observa-se um
traço constante, a descontinuidade dos projetos, principalmente
os governamentais. Já se dispõe de satélites, computadores,
Internet e muitos outros recursos nas áreas das telecomunicações
e da eletrônica, o que está faltando é decisão política, o que
parece ser uma dificuldade aparentemente intransponível.

A lei n. 9.394/96 Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, segundo Niskier (1999), foi coerente ao estimar que,
em situações de emergência, a educação à distância poderia ser
utilizada como recurso para ampliar oportunidades de acesso à
escola básica, sendo de fundamental importância e uma grande
facilitadora do processo de educação continuada para o Brasil,
um país de dimensões continentais.

Objetivamente, o Artigo 32 & 4o (LDB, 1996) (apud
NISKIER, 1999) determina, segundo o Autor, que “o ensino
fundamental será presencial, sendo o ensino à distância utilizado
como complementação da aprendizagem ou em situações
emergenciais”.

De acordo com Niskier (1999, p. 23), o decreto n. 2494,
de 10 de fevereiro de 1998, conceituou o que se entende por
educação à distância:
é uma forma de ensino que possibilita a auto
aprendizagem, com a mediação de recursos
didáticos sistematicamente organizados,
apresentados em diferentes suportes de
informação, utilizados isoladamente ou
combinados, e veiculados pelos diversos meios
de comunicação.
O principal e de grande importância, é observar que a
educação à distância não pode ser vista como substituta da
educação convencional, presencial. Elas não concorrem entre si,
tendo em vista que não é esse o objetivo, nem poderá ser.

Se a característica principal da educação à distância é a
separação física, o grande desafio dessa modalidade é o avanço
na utilização de processos industrializados e cooperativos na
produção de materiais com a conquista de novos espaços de
socialização do processo.

Tal modalidade veio para suprir a grande demanda do
ensino, sendo uma modalidade não convencional, capaz de
atender com grande expectativa de eficiência, eficácia e
qualidade e como um meio próprio de uma educação contínua.

Sendo assim, a educação continuada à distância tornou-se
possível graças à associação entre o computador, o modem e a
vontade pessoal de melhorar.

Pierre Furter (apud NISKIER, 1999, p. 303), defende a
seguinte tese:
É necessário que a educação seja
permanente para que o homem possa
acompanhar a evolução social. A necessidade
constante de seguir as mudanças e estar em dia
com seu contexto cultural é um ponto de partida
para uma educação permanente do homem.
Vigneron cita Poisson (1998 apud NISKIER, 1999), na
Carta de Informação do Instituto Internacional de Planejamento
e Educação da UNESCO, quando conceitua o perfil do
profissional dos próximos anos e estabelece a forma de preparálo
para esses tempos:
Para responder os desafios da globalização, é
necessário preparar os indivíduos para um
mundo do trabalho na qual as tarefas estão em
constante evolução; a hierarquia será substituída
por uma organização em forma de redes, em que
a informação transitará através de uma multidão
de canais e de maneira informal; o espírito de
iniciativa substituirá o de obediência. A
educação deve preparar para desenvolver tarefas
para as quais os indivíduos não foram treinados,
preparando-se para uma vida profissional que
não será mais linear, melhorar suas atitudes para
trabalhar em equipe, usar a informação de
maneira autônoma, desenvolver sua capacidade
de improvisação, assim com sua criatividade e
forjar um pensamento complexo em relação ao
funcionamento do mundo real.
Com o avanço tecnológico deve ser essencial um renovar
constante da formação profissional, humana e social, como fator
de expressão de uma geração de profissionais conscientes de seu
papel transformador, como sujeitos ativos no processo de
tratamento e disseminação da informação.

A aprendizagem contínua também deve ser uma constante
na vida do profissional catalogador, como qualquer outro
profissional, atual e inserido num mundo de constantes
mudanças tecnológicas. A Educação à Distância só vem a
acrescentar neste aspecto.

Vive-se um momento privilegiado para a educação
brasileira. A sociedade, em seus diversos segmentos, já
evidencia sua disposição de lutar por um projeto educacional
consistente e assumi-lo como seu. Apesar de se constatar ainda
bolsões de insensibilidade, em alguns segmentos do governo e
da sociedade, torna-se inadiável a adoção de políticas mais
nítidas de atendimento educacional.

A educação à distância só tem sentido quando se apresenta
como a realização concreta de sua sempre anunciada
potencialidade de ampliar o acesso à educação, colocando-se
como uma alternativa séria de democratização da educação e do
saber. Uma característica, portanto, desafiadora de quaisquer
limitações à sua utilização. Talvez por isso, além de reforçar as
relações da educação à distância com a educação continuada,
estabeleça-se cada vez mais as relações da mesma com o
surgimento de sistemas educacionais mais abertos, flexíveis e
ágeis, mas absoluta e intransigentemente comprometidos com a
qualidade do serviço educacional, cuja avaliação é presidida
necessariamente pelos critérios do compromisso político e da
competência técnica.

4 EDUCAÇÃO CONTINUADA E EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA DO CATALOGADOR

O profissional da informação competente deverá estar
apto para identificar e selecionar suportes adequados para a
transferência da informação de sua fonte para o usuário. Isso
requer conhecimento de tecnologia apropriada para as várias
necessidades de informação e habilidade para compilar
informação e reformatá-la para distribuição através de
mecanismos adequados.

Segundo Giannasi (1999, p.3)
A preocupação com a formação do profissional da informação,
especificamente do bibliotecário, tem sido uma constante nas
últimas décadas, tanto no Brasil como no exterior, em função
dos desafios apresentados pela sociedade , com vistas ao terceiro
milênio e tem solicitado uma atuação mais ampla e responsável
deste profissional.
A qualidade de informação disponível, a abundância das
formas de acesso a necessidade constante de profissionais para
facilitar o seu uso e transformá-la em conhecimento e o
aparecimento das tecnologias de informação e
telecomunicações, passam a exigir do profissional uma atitude
proativa e não serão os conteúdos dos currículos, tão somente,
que lhe irão proporcionar essa atitude.

Com isso Weingand (apud GIANNASI, 1994, p.174)
comenta que:
a educação continuada, como extensão dos
conhecimentos de cada profissional ou como
exigência da sociedade atual, pode apresentar-se
de duas maneiras distintas: a) geralmente por
iniciativa pessoal, onde o foco está na
necessidade do indivíduo; b) por iniciativa do
empregador – entendida como treinamento de
pessoal donde o foco está na necessidade da
organização.
Portanto, a educação continuada não deve ser vista apenas
como um treinamento ou uma atualização, mas como um
acompanhamento das mudanças em nossa sociedade e dos
avanços tecnológicos, como também para proporcionar um
desenvolvimento profissional contínuo. Portanto, pode ser vista
como a solução para atualização e qualificação do profissional
da informação.

Podemos definir o profissional da informação, segundo
Marquez e Mendragón (1995 apud SANTOS, 1996), como:
Categoria de pessoas que se formam tendo
como núcleo integrador seus conhecimentos no
âmbito científico da informação e, por
conseguinte, realizam atividades próprias de sua
especialização, orientadas para a pesquisa,
docência ou a satisfação de necessidade dos
usuários da informação.
Dentro da dinâmica mutante da sociedade , o profissional
catalogador, que está inserido nessa categoria de mediador da
informação, não pode ficar à margem desses acontecimentos
tecnológicos e dessa evolução constante de processos
educativos. Assim, a educação continuada e à distância
possibilita ao catalogador mais tempo para se atualizar,
conciliando o seu dia-a-dia com uma constante aprendizagem.

Ao identificar a catalogação como sendo um dos
transmissores utilizados pelos centros de informação que
codifica as mensagens contidas nos documentos, possibilitando
a multidimensão do item informacional, de forma a tornar tais
mensagens acessíveis ao universo do usuário, pode-se pensar na
junção das áreas de Educação e Catalogação com o propósito de
agilizar os níveis de qualidade e dinâmica do processo de
descrição e busca documentária por meio da educação contínua
do catalogador.

O ensino de Biblioteconomia passa por um processo de
reestruturação, como todas as áreas do conhecimento e estudo.
Na catalogação, as antigas e conhecidas fichas para a descrição
bibliográfica passam a ser confeccionadas por modernos
computadores. Permeiam os pensamentos dos catalogadores,
questões do tipo: qual o papel do catalogador, visto que a
máquina realiza com mais eficiência aquilo que sempre foi de
domínio desse profissional?

Essas e outras preocupações conduzem à reflexão sobre
o papel do catalogador em um momento de grandes
transformações nas suas práticas de trabalho, e a pensar sobre a
importância da educação continuada na vida deste profissional.

A evolução da catalogação e os desenvolvimentos
tecnológicos possibilitam ao catalogador a efetivação de
programas de catalogação em redes ou sistemas (network) que
ocupam por meio da catalogação automatizada, com base de
dados mecanicamente legíveis e permitem acesso aos bancos de
dados on/off-line, concretizando a idealização de um
intercâmbio mútuo de informações.

A catalogação, via de regra, em seu processo de
ensino/aprendizagem, trabalha com todos os meios e recursos
audiovisuais e tecnológicos. Portanto, surge agora a necessidade
de o catalogador conhecer e dominar os meios e recursos
audiovisuais e tecnológicos, como ferramentas de trabalho.

A educação continuada, nesse sentido, oferece a
oportunidade de discussão e reflexão sobre diversas teorias e
práticas biblioteconômicas e ao catalogador, deve ser essencial
um renovar constante de sua formação profissional, humana e
social, como fator de expressão de uma geração de profissionais
conscientes de seu papel transformador como sujeitos ativos
nesse processo de tratamento e disseminação da informação.

Segundo Gadotti (1981, p.67),
A importância da educação implica a
necessidade de repensá-la no seu todo. Para a
formação do ‘homem completo cujo advento
torna-se mais necessário à medida que as
pressões mais duras separam e atomizam cada
ser’, a educação ‘deve ser global e permanente’-
continuada. Não se trata mais de adquirir, de
maneira pontual, conhecimentos definitivos e
sim de preparar-se para elaborar, ao longo de
toda a vida, um saber em constante evolução e de
‘aprender a ser’.
Pode-se afirmar que somente um processo contínuo de
aprendizagem poderá dar condições para o catalogador
atualizar-se continuamente e estar apto a desenvolver e discutir
tais procedimentos, visto que a ele cabe a função de trabalhar
com recursos tecnológicos e oferecer facilidades no processo de
intercâmbio da grande massa informacional que dispõe-se.

Em uma pesquisa realizada por Prosdócimo e Ohira
(2000), sobre a necessidade de educação continuada dos
profissionais bibliotecários no Estado de Santa Catarina,
destacou-se a preocupação com a Catalogação. Foi solicitado
aos bibliotecários para citar dez assuntos de interesse, com
terminologia livre, a critério do bibliotecário, para a realização
de cursos, resultando assim, numa grande quantidade de
assuntos, que foram agrupados de acordo com as áreas temáticas
resultantes dos estudos de harmonização curricular do
MERCOSUL. Essa pesquisa demonstra as necessidades dos
nossos profissionais com o tratamento da informação e em
especial destaca-se aqui a catalogação, objeto deste estudo, e a
educação contínua dos catalogadores, uma vez que, entre as
áreas afins, obteve destaque em segundo lugar a área de
Processamento da Informação, assim classificadas:
• Classificação;
• Catalogação;
• Indexação Jurídica;
• Referência Bibliográfica;
• Recuperação da Informação;
• Tratamento de Materiais Especiais.
Os resultados poderão subsidiar o desenvolvimento de
práticas profissionais para catalogadores, que serão repassadas
através dos recursos da educação à distância.

6 EDUCAÇÃO CONTINUADA E A EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA DO CATALOGADOR: O CASO DA UDESC

A Universidade do Estado de Santa Catarina está localizada
em seis centros, sendo que quatro deles, Centro de Ciências e
Administração (ESAG), Centro de Ciências da Educação
(FAED), Centro de Artes (CEART) e o Centro de Educação
Física, Fisioterapia e Desportos (CEFID) estão localizados em
Florianópolis; o Centro de Ciências Tecnológicas (FEJ) está
localizado na cidade de Joinville e o Centro de Ciências
Agroveterinárias (CAV) está localizado em Lages.

As bibliotecas da UDESC estão divididas em um Núcleo
Central, localizado no prédio da reitoria e em seis bibliotecas
setoriais, localizadas nos centros da universidade, descritos
acima.

A Biblioteca Universitária – BU é considerada um órgão
suplementar vinculada à Pró-reitoria de Ensino. Foi
implementada em 20 de julho de 1984, pela resolução no 001/84
do CONSEPE, com o objetivo de fornecer suporte
informacional aos programas de ensino, pesquisa e extensão
para a UDESC.

A Biblioteca Universitária – BU tem como objetivo
oferecer serviços e produtos de informação com qualidade e
confiabilidade. Sua estrutura é descentralizada e em conjunto
com as bibliotecas setoriais têm como usuários toda a
comunidade universitária: alunos, professores e servidores, e a
comunidade em geral.

Os produtos e serviços que são desenvolvidos de forma
conjunta entre a Direção Administrativa e a Coordenação
Técnica, oferecidos nas bibliotecas setoriais são:
empréstimo/consulta, levantamento bibliográfico, orientação
bibliográfica, comutação bibliográfica, processamento técnico,
aquisição, controle de periódicos, recuperação da informação,
orientação ao usuário, sumários correntes, representação em
atividades setoriais, manutenção do ambiente, divulgação e
marketing, alimentação da base de dados, intercâmbio
bibliotecário e pesquisa em base de dados.

Com uma análise mais detalhada sobre os questionários
recebidos, pode-se afirmar que: 100% dos catalogadores da
UDESC são do sexo feminino, com idades de 38 a 56 anos. A
graduação foi concluída para 2 (dois) deles na Universidade
Federal de Santa Catarina, 1 (um) concluiu na Universidade
Federal do Rio Grande do Sul e outro na Universidade do
Estado de Santa Catarina. Foram distribuídos questionários para
os 6 (seis) bibliotecários/catalogadores que trabalham nas
setoriais da UDESC e desses, 80% foram respondidos,
perfazendo um universo de 100%.

Tendo como metodologia a análise qualitativa dos dados,
verificou-se que 80% dos entrevistados participam dos
treinamentos em catalogação oferecidos pela própria UDESC,
mas somente 40% participam de eventos na área fora da
universidade. Desses questionários respondidos, 80% nunca
participaram de um projeto de pesquisa. Foi observado também
que entre as dificuldades enfrentadas na área, as principais se
referem à catalogação automatizada.

Os entrevistados não consideram a catalogação como
uma atividade desafiadora/estimulante e sim meramente técnica
e com isso 80% não adotam ou procuram métodos inovadores,
como por exemplo o formato metadados. Dos questionários
recebidos, todos ressaltam a importância da educação
continuada e esclarecem que participariam de um curso de
educação continuada à distância para a catalogação.

As atividades de catalogação são realizadas com a
utilização do Código de Catalogação Anglo-Americano
(AACR2), e a UDESC investe nesse momento no processo de
automação dos sistemas de gerenciamento de suas bibliotecas. A
Instituição pertence à Rede Bibliodata (catalogação
cooperativa), desde 1989. Implementou o sistema VTLS em
1997 e atualmente o mesmo foi substituído pelo sistema
Pergamum.

Com o objetivo de identificar a educação contínua desses
profissionais, verificou-se que a atualização não é uma rotina no
seu dia-a-dia. Entre os entrevistados, todos participam de cursos
de reciclagem oferecidos pela própria UDESC, mas não com
uma consciência crítica de que é preciso atualizar-se sempre.
Ficou evidente que, entre os catalogadores, alguns participam de
congressos (voltados para as diversas áreas da Biblioteconomia)
mas poucos atualizam-se em sua área de atuação – a
catalogação.

Também foram citados, palestras em eventos, curso de
utilização do MARC21 – Machine Readable Cataloging,
treinamento do Bibliodata e atualização individual com livros na
área, oferecidos pela própria UDESC.

Durante o desenvolvimento de nossa pesquisa, verificouse
que poucos dos catalogadores questionados buscam
atualização freqüente e a participação em congressos e cursos de
aperfeiçoamento é uma atividade pouco adotada, talvez, por ser
considerada uma atividade meramente técnica e que utiliza
métodos tradicionais e pouco inovadores. Ao encontrar
dificuldades, os catalogadores normalmente procuram colegas
que também trabalham na área de catalogação. Ao serem
questionados se fariam um curso à distância, todos os
entrevistados afirmaram positivamente, e sugeriram temas que
gostariam que fossem trabalhados. Foram sugeridos alguns
tópicos, entre eles: sistemas automatizados, catalogação de
materiais impressos não convencionais, catalogação de
materiais especiais, entradas de entidades coletivas e títulos
uniformes.


6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A importância histórica do desenvolvimento da
catalogação, ao traçar seus objetivos, seguiu a trajetória das
formas de mecanização até o advento dos computadores e da
Internet. A catalogação é percebida como uma das únicas áreas
da biblioteconomia que trabalha com o intercâmbio de
informações, unindo os processos de saber e fazer, inovando,
produzindo e adequando as formas de representação
documentária às novas necessidades de nossa sociedade.

Assim sendo, o profissional catalogador vê-se obrigado a
encontrar novas orientações para desenvolver seus
conhecimentos práticos e técnicos, numa busca constante pelo
aprimoramento de sua atuação e manuseio das tecnologias.

Como resultado da pesquisa realizada e com base nos
questionários recebidos, traçou-se o perfil dos catalogadores da
UDESC e sugere-se um curso de educação continuada à
distância para o profissional catalogador da Universidade do
Estado de Santa Catarina, com o objetivo de sanar as
dificuldades apresentadas e possibilitar sua educação contínua.

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CATALOGUER´S CONTINUED EDUCATION: THE CASE OF THE UNIVERSITY OF THE STATE OF SANTA CATARINA

Abstract

This paper presents the results of the research made inorder to verify the ways used by the catalogers of the University of libraries of the University of the State of Santa Catarina, Brazil, to continue their professional education comparing their practices with those related in the literature of the area.

Keywords: Cataloging; Professional continuede education; Cataloging – University of the State of Santa Catarina (Brazil) net; Computer library cataloging – University oh the State of Santa Catarina, Brazil.

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Ana Maria Pereira

Professora no Departamento de Biblioteconomia e Documentação do Centro de Ciências da Educação – FAED.
UDESC
E-mail: pereiraana_maria@hotmail.com

Renata Rodrigues

Acadêmica no Curso de Biblioteconomia - UDESC, bolsista do Programa de Iniciação Científica do CNPq/PIBIC.
E-mail: odara2000@bol.com.br

Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v. 7, n. 2,  p. 219-239, 2002.

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Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis (Brasil) - ISSN 1414-0594

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