A literatura dentro da escrita: as obras de Guimarães Rosa na construção de João: o menino Rosa e João, Joãozinho, Joãozito: o menino encantado

Alexandre Leidens, Fabiano Tadeu Grazioli, Eliane Santana Dias Debus

Resumo


Este artigo propõe-se a refletir sobre a literatura de Guimarães Rosa dentro de duas publicações que se baseiam em sua biografia e obra: João: o menino rosa, de Lúcia Fidalgo (2011), e João, Joãozinho, Joãozito: o menino encantado, de Cláudio Fragata (2016). Esta última é uma obra literária juvenil que tem como enredo a biografia de Guimarães Rosa narrada de forma a entrelaçar sua própria vida com sua literatura. A primeira é uma biografia para crianças que também se aproxima da obra roseana. Nos dois casos, há uma intertextualidade evidente com a obra de Guimarães Rosa, a qual estará ligada, no caso de Fidalgo (2011), ao o conto A terceira margem do rio, da obra Primeiras Estórias, ao passo que em Fragata (2016), a relação ocorrerá com a novela Campo Geral, da obra Manuelzão e Miguilim. A intertextualidade será concebida a partir dos estudos de Jenny (1979) e Reis (1981). O objetivo, por fim, é verificar como os autores concebem o seu processo de criação, tendo em vista a utilização da obra roseana, num percurso que nomeamos, neste trabalho, de “literatura dentro da escrita”, uma liberdade que tomamos para caracterizar a intertextualidade.

Palavras-chave


Guimarães Rosa. Infância. Intertextualidade.

Texto completo:

PDF


Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis (Brasil) - ISSN 1414-0594

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.